CONTEXTO GLOBAL E NACIONAL: PLÁSTICO

Contexto e segmentação do setor de plásticos no mundo e no Equador. Vigilância Tecnológica, Acadêmica, Ambiental e Comercial.

Introdução  

Al pensar en plásticos, las imágenes de residuos sin tratar, océanos contaminados y ecosistemas afectados viene automáticamente a nuestra mente. La pregunta es ¿todo esto es una exageración?  

Infelizmente a realidade é pior do que pensamos. A poluição plástica representa 85% da poluição dos oceanos. Estima-se que, até 2040, o volume de plásticos que irá fluir para os mares triplicará, atingindo 50kg de plásticos por metro de costa em todo o mundo.

O problema dos resíduos plásticos é a dificuldade em degradá-los. É preciso entender que cada produto plástico que utilizamos estará presente em nosso ecossistema por muito tempo. Na verdade, mais de metade dos plásticos encontrados a flutuar nos oceanos são da década de 1990 ou mesmo anteriores a esta.   

Se estima que desde el inicio de la era de los plásticos hasta el 2015 se han producido 6300 millones de toneladas de desechos plásticos, de los cuales el 9% ha sido reciclado, 12% incinerado y el 79% se ha acumulado en vertederos o en o ambiente. Desta forma, reflete-se um tipo de consumo insustentável e com grandes problemas para a gestão de resíduos. Por exemplo, para o setor de embalagens plásticas, 98% dos recursos finitos são utilizados e apenas 5% do total produzido é reciclado. Este tipo de consumo finito sem reaproveitamento é semelhante ao consumo de combustível de aeronaves.   

Os efeitos da poluição plástica aumentam todos os anos, sendo os danos e o número de pessoas afetadas cada vez mais palpáveis. Destes, os que mais preocupam são a degradação do ecossistema natural, a emissão de gases com efeito de estufa (durante a produção e a incineração) e, infelizmente, os efeitos nocivos para a saúde (micro e nanoplásticos).  

Diante deste problema, o CEDIA, como entidade articuladora de múltiplas hélices, apresenta a seguinte compilação de vigilância:

vigilância tecnológica

Vigilância comercial e concorrencial

Vigilância Académica

monitoramento ambiental

Contexto

Os dados atuais sobre poluição plástica são alarmantes (PARKER, 2019):

  • Metade dos plásticos existentes hoje foram fabricados nos últimos 15 anos.
  • A produção de plásticos aumentou exponencialmente de 2,3 milhões de toneladas em 1950 para 448 milhões de toneladas em 2015.

Cerca de 8 milhões de toneladas de plástico escapam para o oceano. O que equivale a 5 sacos de lixo para cada 30 centímetros de praia no mundo.

Tartaruga marinha tentando comer um saco plástico confundindo-o com uma água-viva (Ellenby, 2019).

Qual é a perspectiva do Equador?

O Equador conhece bem a poluição plástica, sendo os seus efeitos ainda mais consideráveis ​​dado o seu estatuto de país megadiversificado. Em 2019, no Equador, foram geradas 528 mil toneladas de resíduos plásticos, o que equivale a 11% do total de resíduos sólidos daquele ano (López-Aguirre et al., 2020). Estima-se que cerca de 79% dos resíduos plásticos acabaram em aterros ou no meio ambiente (Ecuaterra, 2022).  

Os dados atuais sobre o uso e desperdício de produtos plásticos são igualmente alarmantes no Equador (López-Aguirre et al., 2020):

  • 500 milhões de sacolas plásticas são fabricadas no Equador todos os anos (apenas metade são recicladas ou reutilizadas)
  • Apenas 18% do plástico recolhido na Ilha Isabela vem do Equador – a maior parte vem da China ou do Peru.
  • O equatoriano médio usou 253 sacolas plásticas em 2020.

Poluição plástica em Galápagos (Michelle, 2021).

Segmentação de tendências tecnológicas

O processo de Vigilância realizado pelo CEDIA envolve a geração de produtos de valor, buscando fornecer informações concisas e rápidas sobre o meio ambiente. É por isso que, para efeitos deste relatório, o campo da inovação em plásticos foi segmentado em três grandes tendências de desenvolvimento.

  • Tecnologias pré-consumo: Bioplásticos e plásticos biodegradáveis.
  • Tecnologias pós-consumo.
  • Biocompósitos.

Tecnologias Pré-Consumo: Bioplásticos e Plásticos Biodegradáveis

Procuram reduzir, redesenhar ou substituir a matéria-prima com que são fabricados os produtos plásticos. As seguintes tendências de desenvolvimento estão incluídas nesta categoria:

  • Bioplásticos: Plásticos de origem orgânica, que podem ser naturalmente biodegradáveis, projetados para serem biodegradáveis ​​e não biodegradáveis. Exemplos destes desenvolvimentos são: acetato de celulose, PLA ou Bio-PET.
  • Plásticos Biodegradáveis ​​e Compostáveis: Plásticos de origem não orgânica (geralmente de origem fóssil) projetados para serem biodegradáveis ​​naturalmente ou através de algum processo externo. Exemplos destes são o PBAT, PCL. (RameshKumar et al., 2020).

Tecnologias pós-consumo

Eles se concentram em identificar, avaliar, prevenir e mitigar o problema da poluição plástica após os produtos terem concluído a sua fase de utilização.

  • Reciclagem: Atividade que busca reaproveitar parcial ou totalmente a matéria-prima dos produtos plásticos.
  • Gestão de resíduos e poluição plástica: Desenvolvimentos tecnológicos para recolha, classificação, incineração ou degradação de resíduos plásticos.
  • Identificação, avaliação, prevenção e tratamento de microplásticos: Desenvolvimentos que focam na identificação, avaliação, prevenção e mitigação da contaminação por microplásticos. (Schmaltz, 2020)

Biocompósitos

Compostos de matérias-primas que combinam matrizes poliméricas com materiais de origem orgânica. Esta tendência é incorporada dado o elevado número de pesquisas e desenvolvimento tecnológico no território nacional. Exemplo: compósito madeira-plástico, plásticos reforçados com fibras naturais ou materiais de construção com componentes plásticos.

Referências

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